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Saiba como o cromo pode auxiliar na melhoria do desempenho e qualidade da carne em suínos

Saiba como o cromo pode auxiliar na melhoria do desempenho e qualidade da carne em suínos

A carne suína é a proteína animal mais consumida no mundo, sendo esta rica em nutrientes. Em 2019 o Brasil atingiu recorde de exportação com o volume de 750,3 mil toneladas entre in natura (649,38 mil ton.) e processados atingindo um faturamento de US$ 1,597 bilhão1. Atualmente o país abriga três das dez maiores indústrias mundiais de processamento de carne, ocupando o 1⁰, 4⁰ e 8⁰ lugar2 no ranking global. Pensando em atender as exigências do mercado consumidor, adequando às normas do mercado externo e maximizando os benefícios econômicos, o foco das agroindústrias, atualmente, é trabalhar com linhagens selecionadas para produção de alta porcentagem de carne magra na carcaça, através de planos nutricionais específicos para promover a qualidade da carne, além da segurança alimentar.

A cadeia suinícola busca sempre maior produtividade e melhor qualidade da carne e, para isso, precisa de alternativas que possibilitem a produção de carcaças que apresentem maior rendimento de carne, sem, contudo, afetar o desempenho dos animais3.

Por isso, os cuidados com o animal começam ainda na fase de gestação, para que ao nascer tenha-se leitões viáveis, saudáveis e com peso inicial que permita que o mesmo se desenvolva para obter o máximo desempenho.

Nas fases de crescimento e terminação dos rebanhos suínos, os consideráveis gastos com alimentos têm motivado a busca de recursos nutricionais e de manejo que otimizem essa situação. Nesse contexto, existem vários procedimentos clássicos na literatura e até aplicados na prática, incluindo, entre outros, a restrição alimentar seguida pelo ganho compensatório4 e o uso de ractopamina5. Também são adotados outros aditivos modificadores do metabolismo animal que redirecionam os nutrientes, melhorando as taxas de crescimento muscular e modificando, consequentemente, a proporção de proteína em relação à gordura. Dentre os aditivos, destaca-se uso cromo levedura (CrL)6.

O uso de ractopamina está restrito em alguns países como União Europeia, China e Rússia. Por isso, no Brasil, o uso pode ser limitado em sistemas de produções e/ou fábricas de ração, quando os animais não são destinados à exportação. Por isso, uma opção é a adoção do cromo levedura, que potencializa a ação da insulina, aumenta a captação de glicose no músculo7, pode melhorar o desempenho do suíno e, ainda,  reduzir a espessura de gordura da carcaça8. Além disso, devido aos seus efeitos na utilização de nutrientes, o cromo poderia potencialmente intensificar os efeitos da suplementação de ácido linoleico conjugado (CLA) e ractopamina e, ainda na ausência desta, apresentar resultados até melhores.

Um estudo9 analisou a interação entre ractopamina e cromo levedura quando combinados. Foi observado que 20 ppm de ractopamina e 400 ppb de levedura de cromo proveram  aumentos significativos na área de olho de lombo e no rendimento de carcaça, sugerindo a existência de um efeito sinérgico que pode estar relacionado à capacidade do cromo levedura em  melhorar a utilização de nutrientes em suínos alimentados com ractopamina.

Também foram observadas10 interações entre ractopamina e cromo levedura, o que proporcionou melhores resultados no desempenho dos suínos.

Outros trabalhos relatam também efeitos significativos do uso de cromo para ganho de peso, aumento da deposição muscular e redução da quantidade de gordura na carcaça e espessura de toucinho11, efeito significativo na oxidação lipídica12, na qualidade de carne a melhora na retenção de água,  no marmoreio13  e influência positiva na área de olho de lombo.

Outros estudos14 observaram redução na concentração de glicose no sangue e aumento do uso na energia das rações em suínos em crescimento. Também já houve uma pesquisa15 que observou que a inclusão de cromo reduziu a espessura de toucinho, além de aumentar a área de olho de lombo e a porcentagem de tecido muscular. Em um estudo16 de 2001, foram relatados que índices de qualidade de carcaça como a relação de carne magra, taxa de gordura, espessura de toucinho, e área de olho de lombo foram melhorados com a suplementação de cromo.

No mercado, onde a procura por alimentos saudáveis e acessíveis se faz cada vez maior, é imprescindível alinhar genética e nutrição contando com a utilização de aditivos que promovam melhoria no desempenho e qualidade da carne como o uso de cromo levedura. Devido ao fato da restrição do uso de ractopamina, nos mercados vemos então o cromo levedura como uma alternativa  viável, uma vez que não há restrições quanto ao seu uso nos mercados.

1 Associação Brasileira de Proteína Animal
2 USDA 2017; WTEx, 2017
3 Peres et al., 2014
4 Purslow et al., 2012
5 Bridi et 2006; Agostini et al., 2011
6 Baffa et.al.,2014
7 Evans e Bowman, 1992
8 NRC, 2012
9 Marcolla et.al., 2017
10 Baffa et. al., 2014
11 Lindemann et. al., 1995; Mooney, Crowell, 1995; Mooney, Crowell, 1999; Gomes et. al., 2005; Jacela et. al., 2009, Pamei et. al., 2014
12 Perez et. al., 2006
13 Matthews et. al., 2003; Shelton et. al., 2003
14 Lien et. al., 2001; Pamei et. al., 2014. Oliveira et. al.,
15 Page et al., 1993
16 Xi et al., 2001


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